Estou sempre à espera que me passem a perna, que me tirem o tapete debaixo dos pés, que me atirem um balde de água gelada, que me tirem o coração e que joguem à bola com ele. Estou sempre à espera do pior. Foi esta uma das coisas que os meus pais e a vida me ensinaram desde pequena. Lido bem com a dor. Pode dizer-se que estou habituada a ela. Quando há alegria e felicidade à minha volta, quando alguém me ama ou faz alguma coisa boa por mim eu tendo sempre a desconfiar. Não consigo não ser assim. Talvez lá no fundo não me ache merecedora de coisas boas. Talvez, não tão menos no fundo, ache que coisas boas só acontecem aos outros. Desconfio de tudo e de todos, não dou o meu coração a qualquer um. Mas dele, dele não consigo desconfiar. E este é um sentimento novo para mim. Queria muito meter-lhe defeitos, queria muito achar contradições no discurso dele, pois isto é o normal em mim. Queria não derreter-me toda quando ele fala comigo. Parte de mim continua à espera do pior, mas a cada dia que passa, essa parte vai sendo cada vez menor. A cada dia que passa vou mergulhando neste novo sentimento. E queria muito dizer-lhe, queria agradecer-lhe por tudo isto. Às vezes dou comigo a querer que este sentimento dure para sempre. É tão bom não estar sempre na defensiva que chega a ser assustador.
O que eu te entendo Plastic Love...já passei durante anos e anos com exactamente o mesmo problema, até que me cansei de andar sempre na defensiva e ja ando mais diferente, mas tenho o alerta sempre ligado ;) Mas sou igual a ti no que confere ao babe...confio nele :P e é tão bom! ^^ beijocas
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