sábado, 2 de julho de 2011

Tinham-se passado tantos anos , anos e mais anos. Nunca sentira isto, este sentimento, nunca mesmo. É algo quente que nos enche a mente e que nos provoca um sorriso. Não um sorriso qualquer, não sendo um sorriso de apaixonada ou feliz ou estar-se bem disposto ou outra coisa qualquer. O sentimento veio em minha direcção e foi como se eu sentisse...uma enorme paz... depois de tanto ano. Vinte e cinco anos da minha existência e nunca sentira o doce conhecimento do que é estar-se orgulhoso, de barriga cheia de nós mesmos. Nunca senti que pelo que fiz devia estar a sentir-me orgulhosa pelo meu esforço, paciência e dedicação a qualquer coisa da escola ou da faculdade, até à dias em que percebi que estava realizada. Ainda mais quando este surge por provas irrefutáveis...tive de me render. Rendi-me deliberadamente a sentir-me bem comigo mesma, bem com as minhas escolhas, sem culpabilidade, sem dor, sem ter pena de algo, sem ressentimentos. Sei que este ano dei realmente o meu total melhor e que os frutos desse mesmo esforço foram muito compensatórios, pois vou agora entrar numa nova fase da minha vida: Estagiar. Finalmente, estar a trabalhar com as pessoas e os seus problemas. Talvez chegar a casa , estender os pés sobre a cama e pensar: " Hoje fiz algo de útil! Algo prático, algo que não é para mim!" Fecho os olhos e consigo sentir isto com imensa força e desejo arduamente vive-lo em todo seu esplendor ... procurar o meu próprio significado e símbolo do que é ser-se psicóloga clínica. E não posso proibir-me de deixar aqui um enorme agradecimento àqueles que acreditaram em mim e nunca mostraram algo oposto neste sentido. Que me agarraram as mãos e os cabelos e disseram para mim: "Tu consegues, está tudo em ti!" e é verdade, nunca eu soubera disto. Aos mesmos que em dias de desespero , encurtaram as minhas lágrimas , que me deram forças onde elas não existiam, que me fizeram rir, que me ajudaram no meu bom caminho de perceber ideias formadas por outrem e por último, a ser independente.
É que antes tinha um problema que consistia refugiar-me demasiado nos outros e não procurar por mim a solução para o meu melhor estudo, até que encontrei, sozinha, mas consegui. A partir desse dia, tudo mudou, eu senti isso e sinto que agora sei abrir um livro, abrir a mente igualmente e tentar absorver a ideia daquele autor ou psicólogo, não apenas fazendo um copy-paste com cuspo apenas para o exame. Se não tive excelentes notas a tudo, não tive, tive aquilo que mereci, umas mais e outras menos, mas nenhuma delas teve menos ou mais atenção, foram produto de mim com o contributo que outros me deram e me incentivaram e eu agradeço tanto mas tanto. Estou feliz, nunca estive tanto...
Beijinhos
Intellectual Mustache

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